Formação profissional dada pelo CENFIM garante emprego

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Emprego em Portugal

O setor da metalurgia e da metalomecânica tem cerca de 28 mil postos de trabalho prontos para serem preenchidos. No entanto, falta mão-de-obra qualificada e nem os centros de formação profissional, como o CENFIM de Ermesinde (Valongo), conseguem dar resposta a tantas solicitações.

Em Portugal falar de um setor de atividade com uma taxa de empregabilidade de 100 por cento parece algo improvável, em especial, no período pós crise económica profunda que afetou milhões de portugueses. Mas esta é a realidade na área da metalurgia e da metalomecânica, onde a falta de mais profissionais qualificados tem sido o grande entrave ao maior crescimento desta indústria. O desnível entre a procura e a oferta é de tal ordem grande, que os centros de formação profissional não conseguem satisfazer as necessidades das empresas.

Gostava de dizer que a taxa de empregabilidade é de 100 por cento, mas tenho de dizer que é de cento e muito por cento, pois não conseguimos responder aos pedidos de emprego que recebemos todos os dias“, explica Cristina Cabete, engenheira mecânica, diretora dos polos de Ermesinde e Porto do CENFIMCentro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica, anotando que a urgência é tanta que os alunos são aliciados pelas empresas ainda durante os estágios.

Vagas em Portugal

Quando faltam cerca de cinco meses para o final do ano letivo, a maior parte dos alunos que frequentam o terceiro ano do curso de Manutenção Industrial já têm colocação garantida.

“Finalizada a formação, só não arranja emprego nesta área quem não quer”, atira a engenheira mecânica, queixando-se da pouca procura que este tipo de formação tem por parte dos jovens e dos desempregados, anotando que “em alguns casos isso acontece por desconhecimento da existência destes cursos, e noutros, por falta de interesse”.

O que não faltam são opções de formação no CENFIM, quer para os mais novos, quer para os mais velhos.

“Temos diferentes populações. Temos a formação para jovens, dos 15 aos 25 anos e com o 9.º Ano de escolaridade, que querem completar o 12.º Ano e ter uma profissão associada ao estudo académico. Têm aulas todos os dias, das 9 às 17 horas, é-lhes oferecido almoço e transporte. Temos outras apostas para adultos desempregados ou para jovens com o 12.º Ano, mas que não entraram no mundo do trabalho e gostavam de trabalhar, só que não têm qualificações, ou para profissionais que queiram complementar os seus currículos para se prepararem melhor para os desafios que hoje se proporcionam. Então para estes temos cursos de Educação e Formação de Adultos e os Cursos de Especialização Tecnológica. E temos ainda formação para as empresas e para formadores”, frisa a diretora do centro, acrescentando que no “todas as atividades relacionadas com as profissões do setor são abordadas em formação no CENFIM”.

Capacitação em Portugal

Concluída a qualificação profissional, Cristina Cabete afirma que os formandos “estão aptos para serem absorvidos pelo mercado de trabalho“. “Nos três anos de curso têm uma média de nove meses de estágio. No primeiro ano cerca de um mês, no segundo à volta de três meses e no último cinco meses. Portanto, eles estão preparados”, frisa a engenheira, sem deixar de realçar que “a formação é um processo evolutivo e se faz sempre ao longo da vida”. “Mesmo nas empresas há evolução e podem precisar que os empregados se atualizem e mudem de função e precisam de se preparar para essa nova área de ação”, salienta a responsável.

“As empresas precisam de todo o tipo de mão-de-obra. Hoje em dia temos muitos universitários que nos procuram para terem outro tipo de formação, pois têm curso superior, mas falta-lhes andar a mexer na “massa”. Têm a parte teórica, foram bons alunos, mas falta-lhes a prática. Estamos em negociações com a Universidade do Minho para fazerem formação intensiva na área do CNC e na convencional durante os períodos letivos mais calmos”, continuou a diretora do CENFIM, finalizando:

“Hoje em dia a indústria metalúrgica e metalomecânica é muito mais apelativa. Mesmo em termos de cor, ambiente e de espaço está a mudar muito. Aquela ideia de que a metalomecânica é ferrugem, ambiente escuro e cansativo já não se aplica”.

Fonte: JN.pt ( leia o artigo completo )

Quer morar em Portugal?

Saiba como a LuResolve pode ajuda-lo no seu plano de imigração.

Agende uma Web Reunião

Whatsapp, Skype, Hangout ou Zoom – VALOR REDUZIDO ATÉ JUNHO

Diga olá!
Precisa de ajuda?
Olá, como posso ajudar?