Governo cria modelo que promete duplicar investimento em imóveis em Portugal

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Novo modelo quer captar investidores e resolver problema do arrendamento de longa duração.

Mais investimento e mais casas para arrendamento. Podia ser o slogan da medida que o ministro adjunto anunciou ontem no Estoril e que deverá avançar até ao final do ano. Portugal vai juntar-se à lista de países onde é possível investir em imóveis através de REIT, ou seja, sociedades de investimento cotadas em bolsa que são proprietárias de edifícios e responsáveis por colocá-los no mercado de arrendamento.

Em Espanha estes veículos captaram 15 mil milhões de euros em cinco anos. Portugal pode seguir o mesmo caminho. “Este ano o mercado português de investimento em imóveis vai chegar aos três mil milhões de euros e vai ser o melhor ano de sempre. Com estas sociedades há condições para duplicar este valor”, antecipa Francisco Horta e Costa, diretor da consultora CBRE, em declarações ao Dinheiro Vivo à margem da Portugal Real Estate Summit, que decorre no Estoril até hoje.

Previsão semelhante é apontada por Paulo Silva, líder da consultora Savills em Portugal. “Estes veículos podem aumentar muito o investimento em imóveis em Portugal. Se tivermos três ou quatro mil milhões de euros investidos nos próximos anos já será um grande sucesso”.

A chegada da medida ao Parlamento até ao final do ano foi revelada por Pedro Siza Vieira a 200 investidores e profissionais do setor imobiliário. Os mesmos que há precisamente dois anos, no mesmo evento, ouviram António Costa admitir que o Governo já estava a estudar a implementação dos REIT em Portugal. Desta, garantiu o ministro, será de vez. A legislação necessária já está a ser criada.

“O Governo já preparou um pacote para melhorar a oferta de habitação acessível e de arrendamento de longo prazo para as famílias de classe média. Queremos com esta medida dar um passo adicional, criando sociedades de investimento que só possam investir em imóveis para arrendamento. Existem vários veículos, como fundos e sociedades, que investem em imóveis para comprar e revender. Mas o que precisamos é de trazer investimento para o arrendamento de longa duração. Esperamos com isto dar um contributo para o aumento da habitação a preços acessíveis nas cidades”, sublinhou Pedro Siza Vieira. Os especialistas do setor aplaudem a iniciativa, mas sublinham que chega tarde. “Com o estado atual do mercado é urgente implementar estes veículos em Portugal. Espero que daqui a dois anos não estejamos ainda a falar sobre isto”, afirma Paulo Silva.

Fonte: Dinheiro Vivo ( Leia o artigo completo )

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