PJ alerta que prevenção e integração de migrantes pode evitar radicalismos

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Monumento aos imigrantes

Luís Neves garantiu que elementos estão preparados para combater estes problemas.

A prevenção e a integração dos migrantes são pilares fundamentais no combate a atitudes radicalistas, defendeu esta sexta-feira o diretor da Unidade de Combate ao Terrorismo da Polícia Judiciária (PJ).

Na sua intervenção no XXI congresso do Sindicato da Carreira e Investigação e Fiscalização do SEF, em Lisboa, Luis Neves defendeu a integração dos migrantes, munidos de documentação e direitos, ressalvando que “as pessoas têm um sentimento de gratidão que pode evitar radicalismos“.

“Qualquer ser humano que seja estigmatizado pode ter problemas de integração que podem levar a outro tipo de atitudes”, frisou Luis Neves aos jornalistas, acrescentando, que “não há qualquer indício no sentido de que os emigrantes venham com tendências radicais dos países de origem”.

“A prevenção neste tipo de fenómenos é transversal a várias estruturas do Estado: forças e serviços de segurança, segurança social, instituto de emprego, Autoridades para condições do trabalho, entre outros e ainda as Organizações Não Governamentais”.

Garantindo que a Polícia Judiciária está preparada para combater os radicalismos e as redes de tráfico de seres humanos, o diretor da PJ insistiu na necessidade da “deteção precoce” e deixou um aviso: “contem connosco para um combate duro e sério para evitar qualquer forma de radicalismo“.

Na sua intervenção no congresso, Lara Alegria, coordenadora do projeto Mediterrâneo Central no Centro Europeu de combate à imigração ilegal e Tráfico de Seres Humanos da Europol disse que este flagelo do século XXI e a crise migratória contribuíram para o aumento do número de potenciais vítimas.

O combate a este crime, frisou, faz-se com cooperação internacional, considerando que de outra forma não é possível desmantelar redes de tráfico de seres humanos.

Lara Alegria alertou ainda para existência de um número cada vez maior de menores não acompanhados em território europeu, em ligação direta com a crise migratória.

O tráfico de seres humanos para exploração sexual é o que tem maior expressão, na ordem dos 71%, sendo ainda de destacar um aumento desse crime para fins laborais, situando-se atualmente nos 19 por cento, acrescentou.

Também o presidente da Associação de Apoio às Vítimas (APAV), João Lazaro, colocou a tónica na prevenção e alertou para o facto de o número de casos que terminam em condenação por trafico de seres humanos ser ainda diminuto.

Para João Lazaro, há dificuldades ao nível da investigação que têm de ser ultrapassadas e que muitas vezes o tráfico de seres humanos termina a ser julgado como lenocínio (incentivo à prostituição).

Fonte: CMJornal.pt ( leia o artigo completo )

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