Portugal é um dos 10 melhores países do mundo para quem vive emigrado

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A ‘InterNations’ classifica expatriado como alguém que cresceu num país, mas que vive noutro por razões profissionais ou pessoais.
Este ano, um total de 18.135 expatriados participaram no estudo. Representam 178 nacionalidades e vivem em 187 países ou territórios. “Estes mais de 18 mil participantes na pesquisa representam apenas uma pequena fração de todos os expatriados em do mundo: de acordo com a agência de pesquisa de mercado global ‘Finaccord’, o seu número chegou a cerca de 66 milhões em 2017. Atualmente, a maior parcela é composta de trabalhadores individuais”, revela a ‘InterNations’.
Mas a comunidade destaca este estudo “fornece informações valiosas sobre uma amostra de pessoas que vivem e trabalham no exterior”, um grupo que “deverá crescer para mais de 87 milhões nos próximos anos”.

“Portugal: paraíso para as famílias”

Portugal volta a ser eleito um dos 10 melhores locais do mundo para quem vive emigrado: desceu ligeiramente, de 5º lugar para 6º no ranking global, mas mantém a melhor pontuação entre os países europeus.
A qualidade de vida, a segurança, a facilidade de adaptação e o clima são algumas das categorias em que Portugal brilha. Mas também há problemas: as perspetivas de carreira são pouco animadoras, os impostos são elevados e a burocracia atrapalha.
O sexto lugar de Portugal foi conquistado entre 68 países. Melhor do que Portugal, só Bahrein (1º), Taiwan (2º), Equador (3º), México (4º) e Singapura, que ultrapassou Portugal e tomou-lhe o 5º lugar. A lista dos 10 melhores países é completada por Costa Rica (7º), Espanha (8º), Colômbia (9º) e República Checa (10º).
A classificação de Portugal no ‘Expat Insider 2018’ baseou-se nas pontuações dadas em seis sub-índices, pelos expatriados que responderam ao inquérito: Qualidade de vida, Facilidade de adaptação, Trabalho no estrangeiro, Vida familiar, Finanças pessoais e Custo de vida.
“Um paraíso para as famílias com uma excelente qualidade de vida”. É este o título que o ‘Expat Insider 2018’ dá ao relatório feito sobre Portugal, no documento que tem quase 200 páginas e reúne informação dos países que integram o estudo deste ano.
Onde Portugal obteve os melhores resultados foi no índice Qualidade de vida, tedo ficado em 2º lugar – só superado por Taiwan. “Os expatriados em Portugal estão especialmente impressionados com a qualidade do meio ambiente (96%) e com o clima (94%).

Um país pacífico

Outra área em que Portugal está muito bem é na subcategoria ‘Segurança’, lê-se no estudo. Ao todo, 77% dos expatriados afirmaram-se “completamente satisfeitos com a tranquilidade do país”, e 73% consideram a sua segurança pessoal “excelente”.
O país também é considerado pacífico por 98% dos expatriados que participam da pesquisa. Um expatriado dos EUA concorda que o país é de fato “pacífico, seguro e centrado na família”, e uma pesquisadora brasileira diz que veio para Portugal em busca de segurança.
Portugal “é um país muito seguro. As pessoas são fantásticas e ajudaram-nos em todos os aspetos, sem reservas”, comentou um participante no inquérito que veio da África do Sul. Um outro, norte-americano, apaixonou-se pelo país: “Adoro tudo! É o melhor sítio do planeta. Bem, pelo menos, refiro-me a Lisboa”.
Além de atribuírem uma pontuação os inquiridos podem enviar opiniões por escrito, pequenas frases que expliquem o que justificou as notas dadas. Ao jornal online ‘Observador’, a ‘InterNations’ partilhou algumas dessas opiniões sobre Portugal: “toda a gente adora crianças, a cultura é muito orientada para a vida familiar. E também adoro o clima mais quente, comparado com o Reino Unido”, de onde este inquirido é natural.
Quase todos os entrevistados (94%) afirmam estar satisfeitos com o clima, com 84% a afirmar que consideram esse fator um benefício em potencial antes mesmo de se mudar para o país. “É de esperar tais resultados, dado os invernos amenos de Portugal e o clima ensolarado de verão”, refere a ‘InterNations’.
Além disso, 85% dos expatriados pensam que a qualidade dos cuidados médicos em Portugal é geralmente boa, o que está18 pontos percentuais acima da média global (67%). De fato, mais de três quartos (77%) também consideram a saúde como acessível. A alta qualidade de vida do país parece ser um fator importante para as pessoas que optam por se mudar para Portugal: 75% dos entrevistados dizem que consideraram os padrões de vida em geral um benefício potencial antes de se mudar para cá.

Portugueses: amigáveis e acolhedores

No sub-índice de ‘Facilidade de adaptação’, Portugal também tem um bom resultado: é o 5º melhor país entre os 68 contemplados no relatório.
Os expatriados que vivem em Portugal afirmam ser fácil instalar-se no país: mais de oito em cada dez (82%) sentem-se “em casa”, em comparação com uma média global, que foi de seis em dez. E 85% revelaram ter enfrentado “poucos ou nenhum desafio” para se adaptarem à cultura local.
“Os portugueses não poderiam ser mais amigáveis e prestáveis”, comentou um inquirido, também oriundo do Reino Unido. Os estrangeiros dizem sentir-se bem-vindos, sentem uma atitude amigável por parte dos residentes e têm facilidade em fazer amigos. A única dificuldade foi apontada à língua, difícil de aprender. Mas, mesmo nesse caso, assumem que, geralmente, é fácil viver em Portugal: 65% concordam que a falta de conhecimentos de português não dificulta a sua vida por cá.
Quanto ao sub-índice ‘Finanças pessoais’, 62% dos expatriados a viver em Portugal assumem-se satisfeitos com a sua situação financeira. Pouco mais de três quartos (77%) afirmam que a sua renda domiciliar é suficiente ou mais que suficiente para cobrir as despesas de subsistência, quase o mesmo que a média global (78%).
Em comparação com a média global do estudo, que foi de 51%, a maioria dos inquiridos em Portugal (82%) considera que o custo de vida “é geralmente acessível”, e pouco mais de sete em dez (71%) consideraram o custo de vida no país “como um benefício”, em comparação com a média mundial de pouco mais de quatro em dez (42%).

Impostos e burocracia: a outra face…

Nos pontos negativos, a maioria dos inquiridos critica sobretudo questões relacionadas com a burocracia e o custo de vida.
Um participante britânico diz que “os salários em Portugal, as taxas de imposto sobre o rendimento e as taxas de pagamento da segurança social, todas estas coisas são ‘diabólicas’”. Um finlandês diz não gostar “do custo da habitação, da burocracia, do serviço aos consumidores que, por vezes, é de bradar aos céus”. “Também não gosto dos impostos elevados e da total ausência de serviços de aconselhamento vocacionados para novas empresas e novos empresários”, acrescenta.
Há outra questão onde o país tem espaço para melhorar: a categoria geral de ‘Trabalhar como estrangeiro’, com Portugal a ocupar um fraco 48º lugar. Aqui estão incluídos o 62º lugar nas perspetivas de carreira e o 50º lugar na satisfação global com o trabalho que se faz.
E quando o tema é segurança do posto de trabalho os inquiridos colocam Portugal em 53º lugar, o que também estará relacionado com o 44º lugar de Portugal quando se pergunta sobre as perspetivas para a evolução da economia do país, como um todo.
“As coisas têm melhorado um pouco a este nível -Portugal está em 48º lugar mas estava em 60º há cinco anos. Trabalhar em Portugal, enquanto expatriado, está lentamente a melhorar um pouco, mas de um modo geral continua a não ser muito animador”, comenta Malte Zeeck, citado pelo jornal online ‘Observador’.

Entre os dez melhores para famílias

Mas, no geral, a opinião dos expatriados é francamente favorável a Portugal – como, de resto, o prova o sexto lugar do ranking.
Outra área onde Portugal ‘brilha’ é o da vida familiar. Entre os 50 países onde houve número suficiente de participantes para fazer um ‘Índice para Vida Familiar’, que acompanha o ‘Expat Insider 2018’, Portugal ficou em 9º lugar. Uns impressionantes 94% disseram-se globalmente satisfeitos com a sua vida familiar, contra uma média global de 79%”.
Portugal atrai um número acima da média de pessoas e casais reformados, confirma este estudo, mas isso não impede o país de ser um dos 10 melhores para viver em família.
Um total de 66% dos pais expatriados também afirmam que as opções de cuidados infantis são numerosas e facilmente disponíveis, enquanto 64% dizem que não têm dificuldades em pagar as creches dos filhos.
Quando se trata de níveis de ensino, mais de quatro em cada cinco pais (81%) dizem que a qualidade da educação em Portugal “é geralmente alta”. “Parece que Portugal é o lugar ideal para as famílias, ocupando um impressionante 11º lugar em 50 países para o bem-estar da família”, destaca o documento.
Entre os pais expatriados, uma maioria significativa de 96% concorda que as atitudes em relação às famílias são, em geral, amistosas. Quase todos os pais expatriados (97%) dizem que a segurança das crianças é boa, com outros 96% a avaliar positivamente o bem-estar das crianças.
Além disso, 78% dos entrevistados consideram que as atividades de lazer para as crianças são satisfatórias.
Um britânico expatriado assegura: “Portugal é um ótimo lugar para criar uma família e ter um alto nível de qualidade de vida”.

Fonte: Mundo Português

 

 

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