Pressão salarial em setores altamente qualificados aumenta em Portugal

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Insuficiência de profissionais qualificados em determinados setores faz aumentar a pressão salarial em Portugal, que se constitui como a segunda mais elevada num conjunto de 33 países, de acordo com os dados divulgados ontem pela Hays.

Portugal apresenta o segundo nível mais elevado (9,9 numa escala de zero a dez) de pressão salarial em setores altamente qualificados e é ultrapassado apenas pela Suécia e Nova Zelândia (ambas com dez), num conjunto de 33 países. Os dados, divulgados ontem, provêem do Hays Global Skills Index, que analisa o mercado laboral qualificado e avalia a facilidade das empresas acederem a profissionais qualificados.

Na origem da pressão salarial verificada encontra-se a insuficiência de profissionais qualificados no mercado de trabalho, capazes de dar resposta à procura que se regista em determinados setores, como o das Tecnologias de Informação, onde os salários praticados crescem a uma velocidade superior comparativamente com a dos setores que exigem menor qualificação, revela o relatório desenvolvido pela empresa de recrutamento, em colaboração com a Oxford Economics.

Globalmente, considerando as 33 nações analisadas, o crescimento económico não está a gerar a melhoria esperada na produtividade ou no crescimento dos salários. A pontuação do índice deste ano aumentou de 5,3 para 5,4, sugerindo que o mercado de trabalho se encontra sob maior pressão. O crescente desequilíbrio entre as competências que os profissionais encerram e as que são exigidas pelos empregadores é, avança o relatório, o principal fator por detrás do aumento.

O desencontro entre a procura e a oferta de competências foi observado em 16 dos 33 mercados avaliados. A Hays destaca, a propósito, o aumento do número de ofertas de emprego disponíveis, associadas a uma taxa mais elevada de desemprego de longa duração. Portugal encontra-se no ranking dos dez países com maior desequilíbrio entre a procura e a oferta de competências, com uma avaliação de 9,4 na categoria.

“A escassez de profissionais em alguns setores altamente qualificados está a tornar-se um desafio a nível nacional”, afirma Paula Baptista, managing director da Hays Portugal, em comunicado. “É fundamental que os intervenientes no mercado laboral trabalhem em conjunto para enfrentar este problema que, muito em breve, poderá prejudicar o crescimento do país e impedir-nos de aproveitar todas as oportunidades que este contexto económico positivo nos pode proporcionar”, alerta.

Fonte: Inforh (Leia o artigo completo)

 

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